Biden y la futura política de Estados Unidos hacia Cuba, Por Jorge Hernández Fonseca

Vivimos en EUA aquellos millones de cubano-americanos tomados como ejemplo por el ...

A los pies del Cristo Redentor, Brasil comenzó la campaña de vacunación contra el coronavirus

El gobierno de Brasil adelantó para este lunes el lanzamiento de su ...

El régimen de Maduro emitió una orden de captura contra dos directivos de Citgo designados por Guaid

El régimen de Nicolás Maduro emitió una orden de captura contra dos ...

Cuáles son los principales objetivos de Joe Biden para los primeros 100 días de su presidencia

A dos días de que Joe Biden tome posesión como presidente de ...

Butantan pede à China agilidade na liberação de insumos para novas doses da CoronaVac

O Instituto Butantan pediu ao governo chinês agilidade na liberação de insumos ...

Sem sucesso na Justiça, Trump tenta convencer legislativos de Estados onde Biden venceu a apontar delegados a seu favor PDF Imprimir E-mail
Escrito por Indicado en la materia   
Domingo, 22 de Noviembre de 2020 01:20

Depois de mais de duas semanas de batalhas judiciais infrutíferas em diferentes Estados, na tentativa de reverter o resultado da eleição presidencial que deu vitória ao democrata Joe Biden, o presidente americano Donald Trump começa a colocar em prática uma nova estratégia.

Donald Trump

O republicano argumenta, sem mostrar provas, que as eleições foram fraudadas e se recusa a reconhecer o resultado e iniciar o processo de transição governamental. A expectativa era que Trump mudaria de comportamento após a confirmação de Biden como novo presidente no Colégio Eleitoral, no dia 14 de dezembro.

 

Mas Trump ensaia uma tentativa de manejar a máquina burocrática da eleição indireta a seu favor e alterar o resultado projetado, de 306 delegados para Biden, contra 232 amealhados por Trump.

Para ser eleito, um candidato precisa obter 270 votos no colégio eleitoral. Cada Estado do país possui um dado número de delegados e, à exceção do Maine e de Nebraska, o candidato vencedor no voto popular no estado leva todos os delegados da área.

Qual é o plano de Trump?

Primeiro, Trump tem tentado medidas para atrasar ou dificultar a certificação dos resultados das urnas por cada uma dos Estados americanos.

A certificação é a mera formalização dos votos totais e a indicação de quais delegados irão representar o estado no Colégio Eleitoral.

No Wisconsin, ele pagou US$ 3 milhões (R$ 16,1 milhões) por uma recontagem de votos, cujo resultado só deve sair no limite do prazo para a certificação.

Em Michigan, o presidente americano ligou pessoalmente para um das oficiais eleitorais republicanas no Condado de Wayne, na região de Detroit, que selou sua derrota por uma margem de cerca de 150 mil votos. A representante, que já tinha se posicionado a favor da certificação eleitoral na região, voltou atrás.

Na Geórgia, Trump pressionou as autoridades republicanas a não finalizar a certificação, concluída nesta sext-feira (20/11), mesmo após a recontagem confirmar vitória de Biden.

No Arizona, membros do Partido Republicano têm impedido a certificação em um pequeno condado na zona rural. o que pode atrasar a oficialização de todo o Estado.

Sem certificações, Trump entraria em campo com o segundo passo da estratégia: alterar o número de delegados pra cada lado.

Sua campanha tem sugerido aos representantes legislativos estaduais em que republicanos têm maioria que, à luz das alegadas fraudes por Trump, ignorem o resultado das urnas e apontem delegados pró-Trump mesmo naqueles Estados em que Biden venceu.

Essa é uma possibilidade com a qual a campanha de Trump flertou publicamente, mesmo antes da votação do dia 3 de novembro.

Em 23 de setembro, uma reportagem da revista americana The Atlantic afirmava ter ouvido de fontes do Partido Republicano que a possibilidade estava em estudo.

No mesmo período em que tais discussões aconteciam privadamente na agremiação, Trump se recusava publicamente a se comprometer com uma transição pacífica de poder.

Joe Biden

CRÉDITO,REUTERS

Legenda da foto,

Trump ensaia uma tentativa de manejar a máquina burocrática da eleição indireta a seu favor e alterar o resultado projetado, de 306 delegados para Biden, contra 232 amealhados por Trump

Em tese, haveria brecha legal para esse tipo de manobra. Isso porque a Constituição Americana, em seu segundo artigo, estabelece que cada Estado deve nomear seus representante para o Colégio Eleitoral "da maneira que seu Legislativo determinar."

De acordo com Keith E. Whittington, professor de Ciência Política da Universidade de Princeton, o modelo de escolha de delegados pelos legislativos, sem participação popular, foi muito pouco visto nos Estados Unidos.

"No início da história do país, as legislaturas estaduais muitas vezes simplesmente nomeavam os delegados. Não demorou muito para que uma sensibilidade mais democrática assumisse o controle: as legislaturas estaduais estabeleceram procedimentos para eleições nas quais os eleitores podiam escolher os representantes e, assim, escolher efetivamente o presidente, uma vez que os candidatos a delegado se comprometiam a votar em determinado candidato à Presidência", escreveu Whittington, em um artigo para o jornal The Washington Post.

"Em 1796, menos da metade dos Estados ainda usava a seleção legislativa de delegados. A última legislatura estadual a escolher eleitores foi a do Colorado em 1876, e isso apenas porque o Estado foi admitido na União tarde demais no ciclo de eleições presidenciais para organizar um pleito."

Investida sobre os legislativos estaduais

E apesar de nada nesses moldes ter acontecido nos Estados Unidos em mais de um século, em 2000, durante a batalha judicial entre o republicano George W. Bush e o democrata Al Gore pelos votos presidenciais na Flórida, a Suprema Corte reafirmou que um Estado "pode retomar o poder de nomear delegados", retirando do povo essa atribuição. A decisão poderia servir como base para a medida tentada por Trump.

Foi exatamente isso o que a campanha do republicano pediu à Justiça na Pensilvânia, em um documento de 86 páginas revelado pela Bloomberg.

"Este tribunal deveria entrar com uma ordem [alegando] que os resultados das eleições presidenciais gerais de 2020 são defeituosos, permitindo que a Assembleia Geral da Pensilvânia escolha", dizem os advogados na petição judicial.

Os republicanos dominam o Legislativo na Pensilvânia e já afirmaram que esse tipo de medida não seria uma possibilidade.

A pressão privada em legisladores no Arizona, no Wisconsin e na Geórgia já os levou a se posicionar abertamente ou entre seus pares.

O líder republicano no Legislativo do Wisconsin, Robin Vos, por exemplo, veio à público dizer que "sob as nossas leis, não temos parte nesse processo (eleitoral)".

Mulher manuseando votos nos Estados Unidos

CRÉDITO,EPA

Legenda da foto,

Para ter sucesso na empreitada, Trump precisaria fazer o plano funcionar em ao menos três Estados

O mesmo disse Mike Shirkey, líder do Senado de Michigan. "A lei de Michigan não inclui um dispositivo para que o Legislativo selecione delegados diretamente ou conceda delegados a qualquer pessoa que não seja aquela que recebeu a maioria dos votos", ele afirmou na semana passada.

Apesar disso, Shirkey e o presidente da Câmara estadual, Lee Chatfield, aceitaram se encontrar com Trump na Casa Branca, na sexta-feira (20/11).

E embora não tenham aberto a pauta da reunião, também participou do evento Tom Barrett, um parlamentar estadual e aliado de primeira hora de Trump, que tem pressionado pela não certificação dos votos com base em alegações de fraude.

A estratégia é tão clara que foi criticada abertamente na quinta-feira (19/11) pelo senador republicano Mitt Romney, que tem um histórico de confrontos em relação a Trump.

"Tendo falhado em apresentar até mesmo um caso plausível de fraude ou conspiração generalizada diante da Justiça, o presidente agora recorre à pressão aberta sobre as autoridades estaduais e locais para subverter a vontade do povo e reverter a eleição. É difícil imaginar uma ação mais antidemocrática de um presidente americano em exercício", afirmou Romney, no Twitter.

Qual a chance de dar certo?

Para ter sucesso na empreitada, Trump precisaria fazer o plano funcionar em ao menos três Estados, para obter o número de delegados necessários no Colégio Eleitoral e se tornar o vencedor.

Até o momento, nada sugere que ele possa conseguir convencer as máquinas políticas e burocráticas a se curvarem a sua vontade em três diferentes estados.

Ainda na remota possibilidade que isso acontecesse, certamente haveria batalhas judiciais para questionar as medidas tomadas pelos legislativos e isso mergulharia o país em semanas de incerteza e tensão. A imprensa americana tem chamado a manobra de "sem precedentes" e "potencialmente ilegal".

Por isso, parte dos analistas americanos acreditam que os movimentos são mais uma forma de o presidente americano mostrar à sua base eleitoral, que lhe garantiu mais de 73 milhões de votos, que ele é uma vítima do sistema, um outsider injustamente derrotado, expulso do que ele chama de "pântano" político de Washington D.C., a capital americana.

E veículos americanos afirmam que Trump já disse a assessores que pretende concorrer à Presidência em 2024. Sem mandato pelos próximos quatro anos, ele tem a tarefa de manter essa base coesa e fiel a seu nome e não a qualquer outro republicano que possa surgir com destaque na oposição ao governo Biden.

Por ora, o discurso público de Trump tem mostrado grande efetividade com seu público. De acordo com uma pesquisa de opinião recém-divulgada pela revista The Economist, realizada entre 15 e 17 de novembro, 43% dos americanos acreditam que Biden não ganhou a eleição de modo legítimo.

Entre os que votaram em Trump, esse percentual salta para 88%.

BBC BRASIL

Última actualización el Sábado, 28 de Noviembre de 2020 01:25
 

Add comment


Security code
Refresh

Eso de culpar al 'bloqueo' ya no encuent

Indicado en la materia

Por Juan Antonio Blanco.- Un pilar esencial para la credibilidad y sostenimiento del régimen totalitario cubano ha sido la promoción de falsas narrativas para consumo nacional e internacional. Pero hay crecientes evidencias de qu...

Invertir en Cuba

Indicado en la materia

Por MANUEL HERNÁNDEZ.-  El habanero Manuel Hernández es el ganador del primer premio del concurso Empresario Cubano, organizado por el Observatorio Cubano de Conflictos y Apretaste! El certamen consistía en aconsejar a un...

Las dictaduras castrochavistas buscan ca

Indicado en la materia

Por Carlos Sánchez Berzain.- El siglo XXI en las Américas esta marcado por la recreación del castrismo convertido en castrochavismo, para la de agresión a las democracias y la simulación política de...

La 'Tarea Ordenamiento' desincentiva la

Indicado en la materia

Por RAFAELA CRUZ.-  La agricultura es un sector capital de la nación cubana por lo que representa para el millón de personas que en ella labora y lo que implica para los 11 mi...

La tormenta perfecta: San Isidro más la

Indicado en la materia

Por Jorge Hernández Fonseca.-  No es posible un ordenamiento monetario sin oferta de bienes o servicios. La validez de cualquier moneda se decide en el mercado, no en un escritorio burocrático. A ...

El “Isidrazo” y la crisis de legitimidad

Indicado en la materia

Por Jorge Hernández Fonseca.-  En medio de semejante escenario degradante, un grupo de jóvenes artistas de un barrio marginal habanero, muchachos sin camisa y con gorra de peloteros, le plantan cara al...

San Isidro: Acabar con el ninguneo del g

Indicado en la materia

Por Jorge Hernández Fonseca.-  En la carta que el “Movimiento 27N” ha hecho llegar a los medios de comunicación, se aclara que la discusión no es sobre “cultura” es sobre “libertad po...