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Escrito por Fuente indicada en la materia   
Domingo, 20 de Diciembre de 2009 18:38

Por Yoani Sánchez

Conheço-os desde sempre, desde que me aventurei além do meu bairro de fachadas sujas para uma Havana que não parava de me surpreender. Pode-se dizer que se parecem com quase todos os meus amigos: cabeludos, alternativos e risonhos. São como esses jovens que abarrotavam nossa sala, faz uns anos, para tocar guitarra e passar o apagão entre canções e poemas. Os rapazes de Omni Zona Franca usam uma caçarola como chapéu, uma saia sobre suas pernas de varões ou um longo cajado feito com um ramo de árvore. Rebeldes em tudo, rompem com a poesia edulcorada e apologética, com as normas do bem vestir e até com a arte institucionalizada e portanto, prudente.

O cenário de suas performances é precisamente nessa periferia de Alamar, desenhada para que nela habitasse o homem novo. Hoje, um conglomerado de edifícios disfuncional - todos idênticos - onde ninguém quer viver e os que alí residem raramente conseguem se mudar para outro lugar. Atirados sobre a erva sem muita lógica urbanística, estes blocos de concreto têm sido inspiração para várias ações artísticas do Omni. Recordo quando os vizinhos da zona chamaram a polícia ao verem braços e cabeças saindo entre os montes de lixo que nenhum caminhão recolhia há semanas. Foi a maneira que estes jovens encontraram para dizerem aos seus concidadãos: nos estamos afogando nos desejos, apenas conseguimos respirar em meio a tanto resíduo.

Cada dezembro Omni organiza o Festival de Poesia sem fim, a atual edição tem estado marcada pelo fechamento de seu local na casa de cultura de Alamar. Entre patrulhas policiais e a voz de um furioso viceministro da cultura, à estes irreverentes crônicos foi tirado um espaço que tinham desde há doze anos. Puderam levar consigo os cartazes, as cerâmicas, um par de velhas máquinas de escrever e um laptop em que editam vídeos e escrevem em sua página web. O programa de atividades mudou-se para as salas de suas casas e na garagem de um amigo, tudo com o fito de não suspender a grande “festa de luz”. Hoje estarão carregando uma enorme oferenda pela saúde da poesia até o santuário de São Lázaro no povoado de Rincón. Levantaram sobre seus braços a figura enorme feita com galhos e pediram um verso, uma rima sonante ou o estribilho de uma canção de hip hop.

Os que os tiraram, sexta-feira passada, de sua sede, e tentaram castigar com o nomadismo não compreendem que a arte deles brota do asfalto, do louco que pede esmolas numa esquina e dessa cidade ferida porém forte que Alamar hoje é.

Um artigo sobre Omni Zona Franca que fiz faz dois anos.

Traduzido por Humberto Sisley de Souza Neto (o gusano que caiu na sua sopa)

Última actualización el Domingo, 20 de Diciembre de 2009 19:05
 
A coca-cola do esquecimento ou o caldo de cana da saudade PDF Imprimir E-mail
Escrito por Yoani   
Domingo, 20 de Diciembre de 2009 18:33

Por Yoani Sánchez

Tenho vivido aqui e lá. Tenho sido uma voz pedindo a permissão para sair do meu país e uma exilada esperando pela autorização de entrada. O mecanismo tem me triturado com ambos os lados de suas rodas dentadas: por estar fora e por me decidir a ficar na minha Ilha. Fui à um consulado para pagar as altas tarifas mensais de permanência em outro país e tive que enfrentar também o custo do regresso, a enorme quantia pessoal de ser uma “retornada”. Durante dois anos olhei a Ilha a distância e tive o dilema de tomar a “coca-cola do esquecimento” ou o “caldo de cana da saudade”, porém nenhum dos dois desceu pela minha garganta. Preferi o agridoce sabor desta realidade.

Tenho pesadelos de que entro pela alfândega cubana e um uniformizado me conduz à um quarto cinzento. Rodeada de paredes desbotadas e de uma enorme foto de Fidel Castro, tiram meu passaporte e me anunciam que se entrar não poderei - nunca mais - viajar à outro destino. Tudo isto é explicado por um funcionário de cara suarenta, que tem uma pistola nas costas e uma esferográfica sobressaindo do bolso. Pressinto que passarei para a eternidade frente este de ser de palavras rudes, sem a possibilidade de cruzar a porta até o salão onde minha família espera. A inquietude chega a um ponto em que desperto e comprovo que continuo na minha casa, igualmente prisioneira, porém satisfeita de haver voltado.

Tão obsessivo sonho se alterna com outro no qual não me deixam voar até o meu próprio país. Estou num aeroporto longínquo, tratando de pegar uma nave com destino à Havana. A jovem que examina as passagens me diz que não posso embarcar. “Temos ordens de não deixá-la subir”, conclui, sem a carga dramática de quem acaba de notificar outro da sua condição de expatriado. Não há ninguém à quem apelar e as lousas eletrônicas marcam as próximas saídas para Nova Iorque, Buenos Aires, e Berlim. Sento-me e coloco a bagagem sobre minhas pernas, para me apoiar nela e tentar dormir. Isto não pode ser verdade - digo `a mim mesma - tenho que descansar e quando despertar estarei na cabina, a milhares de metros de altura.

Já experimentei com chá de tilo, com ler histórias de pilotos antes de deitar e colocar música relaxante na casa. Porém a única coisa que terminará com esta sequencia onírica de clausura e expulsão é o fim das restrições migratórias para os cubanos. Quero ter o direito de viajar, como também quero poder dormir sem ver o uniformizado que me toma o passaporte e sem escutar o ruído de uma vião que levanta vôo, deixando-me em terra alheia.

Traduzido por Humberto Sisley de Souza Neto

Última actualización el Jueves, 24 de Diciembre de 2009 18:49
 
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