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Artigos: Brasil
Brasil na encruzilhada PDF Imprimir E-mail
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Lunes, 22 de Octubre de 2018 15:50

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Por Jorge Hernández Fonseca.- 

Dirceu é um homem dos serviços de inteligência cubanos, que na época passou por cirurgia plástica em Havana, para ser despachado com uma identidade falsa para o Brasil, com o objetivo de espionar para Cuba na época. Derrotada a ditadura militar brasileira, Dirceu recebeu desde Havana a ordem de –usando agora sua identidade verdadera-- se aproximar de Lula Da Silva e assim, foi dos militantes fundadores do Partido do Trabalho, PT


Brasil na encruzilhada

Jorge Hernández Fonseca

2 de outubro de 2018

As eleições brasileiras estão caminhando para uma polarização direita-esquerda na segunda rodada eleitoral. A esquerda do gigante sul-americano é representada por Fernando Hadad e a direita por Jair Bolsonaro. A estratégia da esquerda é dirigida desde a prisão por Lula da Silva e dentro do PT, quem muito provavelmente da as cartas e administra o dinheiro desviado é José Dirceu.

Dirceu é um homem dos serviços de inteligência cubanos, que na época passou por cirurgia plástica em Havana, para ser despachado com uma identidade falsa para o Brasil, com o objetivo de espionar para Cuba na época. Derrotada a ditadura militar brasileira, Dirceu recebeu desde Havana a ordem de –usando agora sua identidade verdadera-- se aproximar de Lula Da Silva e assim, foi dos militantes fundadores do Partido do Trabalho, PT, visando controlar o jogo dentro do partido, para ser um futuro candidato a presidente do PT primeiro y do Brasil finalmente. Em paralelo, Cuba preparou, junto com Dirceu, o venezuelano Nicolás Maduro, para um papel semelhante na Venezuela, ou seja, aproximar-se de Hugo Chávez para se tornar seu homem de confiança, como ele fez, ate que finalmente foi seu substituto na presidencia.

Dirceu PT, já era presidente do partido quando Lula ganhou a eleição de 2002. Ele foi nomeado Ministro da Casa Civil, segundo homem no governo. Imediatamente criou o chamado esquema do “mensualão”, destinado a desviar dinheiro do Estado Brasileiro para comprar as vontades dos congressistas, com a finalidade de conquistar “associados”, entregando um suculento dinheiro "mensal", o qual converteu ao Dirceu no centro do poder do primeiro governo Lula.

Descoberto o esquema de Dirceu, ele e seus cúmplices foram processados e condenados por corrupção (Lula isentou-se da culpa, hipocritamente) e Dirceu foi preso. Como o PT continuava no poder, Dirceu foi rapidamente libertado e criou um outro esquema, o da Petrobrás, no qual desviou cerca de 30 bilhões de dólares que foram "perdidos" dos cofres públicos. Ele foi novamente preso e condenado a mais de 30 anos de prisão, mas, por obra e graça dos “amigos” ele está novamente na rua e agora, nesta eleicao, dando as cartas.

O plano de Cuba e Dirceu é financiar o PT nas eleições atuais (ha muito dinheiro roubado) com vistas a, como ele disse ao jornal "El País", "tomar o poder, que é diferente de ganhar eleições".

(https://brasil.elpais.com/brasil/2018/10/01/politica/1538422024_108394.html). Então, o dilema brasileiro resume-se numa escolha entre a direita brasileira e um homem que vai ser comandado pelo "controle remoto" desde Cuba --José Dirceu-- como fez a ilha com Nicolas Maduro depois da morte de Hugo Chávez, operado e morto em e por Havana.

Os dois primeiros mandatos de Lula deveriam ter sido seguidos pela candidatura de José Dirceu, mas, ele já estava na cadeia, e sua substituta, Dilma Rousseff, fez as coisas tão mal que estragou os planos de eternização do PT no poder, coisa que pretendem nesta elição. Agora o plano é quase perfeito: desacreditar um homem que é muito satanizado e eleger um fantoche para fazer o assalto ao poder que Dirceu prometeu em entrevista ao "El País" e implantar em Brasil o esquema de governo chavista, semelhante ao que foi feito pelo seu ex-companheiro de estudos en Cuba, Nicolas Maduro.

O Brasil está a tempo de desviar o curso do seu desastre potencial hacia a pobreza generalizada do socialismo do século 21, que atualmente é Cuba, Nicarágua e Venezuela. Não há outras alternativas nas condições atuais da situacao brasileira: a direita imperfeita, mas democrática, ou o socialismo empobrecedor e eterno de José Dirceu.

Artigos deste autor podem ser encontrados em http://www.cubalibredigital.com

Última actualización el Sábado, 03 de Noviembre de 2018 02:37
 
A luta contra a corrupção e as eleições no Brasil PDF Imprimir E-mail
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Domingo, 21 de Octubre de 2018 01:44

Por EZEQUIEL GONZALEZ-OCANTOS E NARA PAVÃO.- 

O desempenho de Jair Bolsonaro no primeiro turno das eleições foi surpreendente. Buscando se descolar da sua longa e inexpressiva carreira na política, Bolsonaro conseguiu encarnar o espírito de renovação caro a muitos brasileiros.

Jair Bolsonaro, momentos antes de sofrer um atentado durante a campanha em Juiz de Fora (MG).

Somou a isso uma retórica autoritária e inflamatória que ecoou como nenhuma outra em um sistema devastado pela maior operação contra a corrupção do mundo. Nos últimos 18 meses temos conduzido uma pesquisa para entender de forma mais robusta os efeitos da luta anticorrupção sobre a opinião e o comportamento político dos Brasileiros. Nossos resultados preliminares ajudam a compreender o fenômeno que observamos no domingo passado.

Última actualización el Domingo, 28 de Octubre de 2018 01:40
 
Bolsonaro e López Obrador explicam o mundo PDF Imprimir E-mail
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Miércoles, 17 de Octubre de 2018 05:11

Por MOISÉS NAÍM.- 

Um já chegou ao poder e o outro parece estar prestes a chegar. Andrés Manuel López Obrador (AMLO) foi eleito para ser o próximo presidente do México e Jair Bolsonaro pode ser o do Brasil. O sucesso político desses dois líderes nos diz muito do mundo de hoje.

O candidato à presidência do Brasil Jair Bolsonaro,

As diferenças entre o mexicano e o brasileiro são profundas e suas semelhanças, reveladoras. Suas origens, carreiras políticas, ideologias e propostas são radicalmente opostas, assim como seus estilos. López Obrador é de esquerda e Bolsonaro, de direita. AMLO antagonizou os empresários, enquanto Bolsonaro promete uma política econômica liberal. Também declarou uma feroz guerra sem trégua contra os criminosos, enquanto López Obrador fala de uma anistia.

Última actualización el Sábado, 03 de Noviembre de 2018 02:40
 
Meu Voto PDF Imprimir E-mail
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Miércoles, 17 de Octubre de 2018 07:17

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Por Alexandre Ostrowiecki.- 

O PT, perpetuou desigualdades e privilégios, que cristalizou poder e riqueza nas mãos uma pequena elite de políticos, altos funcionários públicos, empresários e grupinhos de interesse. O mesmo PT, que nos legou milhões de desempregados sem condições de sustentar a família.

MEU VOTO

Alexandre Ostrowiecki

O botão que apertar impactará profundamente o futuro do país, pois nunca antes 13 x 17 significaram coisas tão diametralmente opostas. Terei que escolher entre duas más opções. Queria que fossem outros ali na urna, mas infelizmente esses dois são o que temos e a política é a arte de lidar com a realidade.

Por mais difícil que seja, eu decidi me posicionar. Voto nulo é para quem não quer depois aguentar a responsabilidade por suas escolhas. É para quem quiser depois, caso as coisas deem errado, lecionar aos outros “eu não votei nele”, qualquer que seja o “ele”.

Comecemos com Bolsonaro: considero várias de suas declarações como abomináveis e inaceitáveis. Já houve referências extremamente desrespeitosas a negros e índios, já houve horrendas falas contra gays, falas elogiando torturadores e convocando a polícia a matar mais gente ainda do que já o faz.

O Brasil é o país onde mais se mata travestis no mundo, achar que a educação da diversidade sexual nas escolas existe para "incentivar seu filhinho a virar gay" e não para educar sobre homofobia é um absurdo. O Brasil foi o último país do mundo a abolir a escravidão, aqui a ideia de que alguém é inferior por ser negro é algo que está impressa nas camadas mais profundas e ocultas (as vezes não tão ocultas assim) da psiquê nacional. Não dá pra simplesmente chamar de mimimi a questão racial (o que é bem diferente de apoiar ou não as cotas raciais em universidades).

Bolsonaro tem uma das mais infelizes coleções de abusos verbais da nossa política. No entanto, Bolsonaro não se trata de um extremista incomum babando de ódio. A frequente comparação com nazismo é rasa, tosca e ofensiva. Se Bolsonaro = Hitler então certamente Lula = Stalin. Ele me parece, sim, um perfeito recorte de como pensa boa parte da população brasileira, um espelho do povo. Às vezes eu pergunto para mulheres bolsonaristas sobre porque elas votarão 17 e a resposta geralmente é “muita frescura isso que falam dele. Ele é igualzinho meu pai/tio/amigo”. Ele é o povo brasileiro, refletindo nossos preconceitos arraigados, nossa intolerância, nossa ignorância. E isso não justifica nada. O que (infelizmente) ainda é permitido nas rodas de bar não é aceitável da boca do presidente da república. Eu teria um enorme prazer em votar contra Bolsonaro e a favor de pelo menos meia dúzia de outros candidatos que disputaram o primeiro turno.

Mas aí chega a hora de ver a alternativa, a única opção que temos. Poucas perspectivas são mais desesperadoras e deprimentes do que assistir ao PT voltando ao Palácio do Planalto.
O PT, que nos legou milhões de desempregados sem condições de sustentar a família. 
O PT, cuja incompetência nos deixou na maior crise econômica da história brasileira (e sempre culpando os outros por isso). 
O PT, que perpetuou desigualdades e privilégios, que cristalizou poder e riqueza nas mãos uma pequena elite de políticos, altos funcionários públicos, empresários e grupinhos de interesse. 
O PT que se lançou na mais pura orgia de roubalheira, compra de parlamentares, indicação de capangas para as estatais e aparelhando o serviço público com incompetentes leais ao partido. Que abriu mão da diversidade de quadros e abraçou a fé cega e messiânica em um líder supremo, hoje encarcerado.

Que gritava nas ruas que tinha sofrido “golpe” e hoje cai na cama com os “golpistas” de ontem. Que gritou nas ruas contra a lava jato, contra seu presidente “injustiçado” mas que agora para o segundo turno na maior cara de pau faz 180 graus de curva, passa a esconder o mesmo messias injustiçado e afirma amorosamente que vai incentivar as investigações.

O partido que coordenou a compra do congresso, a cooptação de jornalistas, blogueiros, artistas, grandes empresários. O partido que cristalizou o discurso de ódio do "nós contra eles", a ideia de que se você não vota no PT então é anti-pobre. A ideia de que, no fundo mesmo, seu problema é que você não aguenta ver uma família humilde com comida na mesa (como se alguém fosse monstro assim para gostar de ver gente passando fome). 
O PT, mestre em comprar parlamentares, que já indicou vários asseclas para o STF e que, se eleito, indicará pelo menos mais três, obtendo completo controle sobre o judiciário. 
O PT que anunciou que pretende fazer o “controle social da mídia” e a reescrita da constituição, bem como “limitações aos poderes dos procuradores da Lava Jato”. E Bolsonaro é o maior risco para a democracia??

E, o pior de tudo, o partido que teve a cara de pau de não fazer uma miserável retratação, um miserável mea culpa, um pedido de perdão aos brasileiros pela devastação econômica, miséria e roubalheira. Tivesse o PT renovado seus quadros, feito uma autocrítica, tivesse a humildade de dizer "chega de presidência por um tempo, viva alternância de poder. Vamos embarcar numa candidatura Ciro Gomes, por exemplo e vamos trabalhar em ministérios chave em um governo progressista” eles teriam levado a eleição facilmente. E com elegância. Mas não. A ganância pelo poder (essa é a verdadeira e única ideologia do PT), a ambição de "não largar o osso", falaram mais alto. Se Bolsonaro for presidente, o PT é quem ele terá que agradecer primeiro.

É hora de escolhas difíceis. Eu não vou me omitir. Apesar das graves falhas de ambos lados da escolha, eu me faço a seguinte pergunta: quem tem direito a uma chance agora? Qual das duas falhas é mais fácil de corrigir? Chegando ao poder, acredito que seja possível que Bolsonaro modere seu discurso. Que ele irá evoluir no respeito às minorias historicamente oprimidas. Ele aprenda a duras penas que o presidente tem uma majestade própria e que é papel dele, proteger os mais fracos, unir as pessoas em respeito e paz. 
Acredito que seja bem mais possível que Bolsonaro se reposicione do que o PT deixe de ser PT. Com todos os defeitos que esse cara tem, uma coisa é preciso admitir: ele sabe o que não sabe e já fez guinadas ideológicas importantes, especialmente quando abandonou o estatismo paralisante e montou uma equipe econômica de primeira, com um projeto de governo muito bom (sim, eu li).

A eleição de Haddad (ou Lula?) marcará o início de tempos muito deprimentes, vingativos e sombrios no Brasil, com um projeto de governo muito ruim (também li), ancorado em fórmulas populistas que comprovadamente fracassaram. O Brasil merece mais do que a volta do PT.

É por isso que eu votarei em Jair Bolsonaro 17 no segundo turno.

Alexandre Ostrowiecki

Última actualización el Lunes, 22 de Octubre de 2018 15:47
 
De onde surgiu o Bolsonaro? PDF Imprimir E-mail
Escrito por Indicado en la materia   
Viernes, 12 de Octubre de 2018 02:03

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Por Gustavo Bertoche.- 

Desculpem os amigos, mas não é de um "machismo", de uma "homofobia" ou de um "racismo" do brasileiro. A imensa maioria dos eleitores do candidato do PSL não é machista, racista, homofóbica nem defende a tortura. A maioria deles nem mesmo é bolsonarista.


Gustavo Bertoche

De onde surgiu o Bolsonaro?

Desculpem os amigos, mas não é de um "machismo", de uma "homofobia" ou de um "racismo" do brasileiro. A imensa maioria dos eleitores do candidato do PSL não é machista, racista, homofóbica nem defende a tortura. A maioria deles nem mesmo é bolsonarista.

O Bolsonaro surgiu daqui mesmo, do campo das esquerdas. Surgiu da nossa incapacidade de fazer a necessária autocrítica. Surgiu da recusa em conversar com o outro lado. Surgiu da insistência na ação estratégica em detrimento da ação comunicativa, o que nos levou a demonizar, sem tentar compreender, os que pensam e sentem de modo diferente.

É, inclusive, o que estamos fazendo agora. O meu Facebook e o meu WhatsApp estão cheios de ataques aos "fascistas", àqueles que têm "mãos cheias de sangue", que são "machistas", "homofóbicos", "racistas". Só que o eleitor médio do Bolsonaro não é nada disso nem se identifica com essas pechas. As mulheres votaram mais no Bolsonaro do que no Haddad. Os negros votaram mais no Bolsonaro do que no Haddad. Uma quantidade enorme de gays votou no Bolsonaro.

Amigos, estamos errando o alvo. O problema não é o eleitor do Bolsonaro. Somos nós, do grande campo das esquerdas.

O eleitor não votou no Bolsonaro PORQUE ele disse coisas detestáveis. Ele votou no Bolsonaro APESAR disso.

O voto no Bolsonaro, não nos iludamos, não foi o voto na direita: foi o voto anti-esquerda, foi o voto anti-sistema, foi o voto anti-corrupção. Na cabeça de muita gente (aqui e nos EUA, nas últimas eleições), o sistema, a corrupção e a esquerda estão ligados. O voto deles aqui foi o mesmo voto que elegeu o Trump lá. E os pecados da esquerda de lá são os pecados da esquerda daqui.

O Bolsonaro teve os votos que teve porque nós evitamos, a todo custo, olhar para os nossos erros e mudar a forma de fazer política. Ficamos presos a nomes intocáveis, mesmo quando demonstraram sua falibilidade. Adotamos o método mais podre de conquistar maioria no congresso e nas assembleias legislativas, por termos preferido o poder à virtude. Corrompemos a mídia com anúncios de empresas estatais até o ponto em que elas passaram a depender do Estado. E expulsamos, ou levamos ao ostracismo, todas as vozes críticas dentro da esquerda.

O que fizemos com o Cristóvão Buarque? 
O que fizemos com o Gabeira?
O que fizemos com a Marina?
O que fizemos com o Hélio Bicudo?
O que fizemos com tantos outros menores do que eles?

Os que não concordavam com a nossa vaca sagrada, os que criticavam os métodos das cúpulas partidárias, foram calados ou tiveram que abandonar a esquerda para continuar tendo voz.

Enquanto isso, enganávamo-nos com os sucessos eleitorais, e nos tornamos um movimento da elite política. Perdemos a capacidade de nos comunicar com o povo, com as classes médias, com o cidadão que trabalha 10h por dia, e passamos a nos iludir com a crença na ideia de que toda mobilização popular deve ser estruturada de cima para baixo.

A própria decisão de lançar o Lula e o Haddad como candidatos mostra que não aprendemos nada com nossos erros - ou, o que é pior, que nem percebemos que estamos errando, e colocamos a culpa nos outros. Onde estão as convenções partidárias lindas dos anos 80? Onde estão as correntes e tendências lançando contra-pré-candidatos? Onde estão os debates internos? Quando foi que o partido passou a ter um dono?

Em suma: as esquerdas envelheceram, enriqueceram e se esqueceram de suas origens.

O que nos restou foi a criação de slogans que repetimos e repetimos até que passamos a acreditar neles. Só que esses slogans não pegam no povo, porque não correspondem ao que o povo vivencia. Não adianta chamar o eleitor do Bolsonaro de racista, quando esse eleitor é negro e decidiu que não vota nunca mais no PT. Não adianta falar que mulher não vota no Bolsonaro para a mulher que decidiu não votar no PT de jeito nenhum.

Não, amigos, o Brasil não tem 47% de machistas, homofóbicos e racistas. Nós chamarmos os eleitores do Bolsonaro disso tudo não vai resolver nada, porque o xingamento não vai pegar. O eleitor médio do cara não é nada disso. Ele só não quer mais que o país seja governado por um partido que tem um dono.

E não, não está havendo uma disputa entre barbárie e civilização. O bárbaro não disputa eleições. (Ah, o Hitler disputou etc. Você já leu o Mein Kampf? Eu já. Está tudo lá, já em 1925. Desculpe, amigo, mas piadas e frases imbecis NÃO SÃO o Mein Kampf. Onde está a sua capacidade hermenêutica?).

Está havendo uma onda Bolsonaro, mas poderia ser uma onda de qualquer outro candidato anti-PT. Eu suspeito que o Bolsonaro só surfa nessa onda sozinho porque é o mais antipetista de todos.

E a culpa dessa onda ter surgido é nossa, exclusivamente nossa. Não somente é nossa, como continuará sendo até que consigamos fazer uma verdadeira autocrítica e trazer de volta para nosso campo (e para os nossos partidos) uma prática verdadeiramente democrática, que é algo que perdemos há mais de vinte anos. Falamos tanto na defesa da democracia, mas não praticamos a democracia em nossa própria casa. Será que nós esquecemos o seu significado e transformamos também a democracia em um mero slogan político, em que o que é nosso é automaticamente democrático e o que é do outro é automaticamente fascista?

É hora de utilizar menos as vísceras e mais o cérebro, amigos. E slogans falam à bile, não à razão.

Última actualización el Domingo, 21 de Octubre de 2018 01:00
 
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